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Malha fina: Receita manda cartas a 498 mil contribuintes até 20 de outubro; veja como corrigir a declaração

Projeto Cartas 2026 avisa quem teve o Imposto de Renda retido antes de qualquer intimação; correção é feita pela internet A Receita Federal começou a mandar cartas a…

Malha fina: Receita manda cartas a 498 mil contribuintes até 20 de outubro; veja como corrigir a declaração

Projeto Cartas 2026 avisa quem teve o Imposto de Renda retido antes de qualquer intimação; correção é feita pela internet

A Receita Federal começou a mandar cartas a contribuintes que estão na malha fina do Imposto de Renda 2026. O aviso vai para quem teve a declaração retida por alguma inconsistência e ainda não recebeu intimação. Segundo o órgão, o envio começou na segunda-feira (5) e segue em lotes semanais até 20 de outubro.

A carta faz parte do Projeto Cartas 2026, uma ação que a Receita repete todo ano. O objetivo, de acordo com o comunicado publicado em 6 de outubro, é que a própria pessoa corrija o erro antes de ser chamada formalmente. Para a Receita, isso evita multa e atraso na restituição.

Contexto: o que é a malha fina

Malha fina é o nome popular da revisão que a Receita faz quando os dados de uma declaração apresentam alguma inconsistência. A declaração fica parada com o status “Com Pendência” até o problema ser resolvido. Segundo a Receita, a pendência pode atrasar a restituição.

O número de cartas aparece de duas formas. O comunicado da Receita fala em “498.487 mil contribuintes”. Segundo a Agência Brasil, são 498.487 pessoas, o que bate com a manchete “498 mil” usada pela própria agência.

Os erros mais comuns, segundo a Receita

O comunicado lista sete motivos frequentes para a retenção:

  • esquecer um rendimento recebido uma vez só durante o ano;
  • deixar de fora o que o dependente recebeu;
  • não informar todas as aposentadorias quando o titular ou o dependente recebe de mais de uma fonte pagadora;
  • errar o ano em que a despesa médica foi feita;
  • errar o valor pago ao médico, à clínica ou ao hospital;
  • lançar como despesa médica um gasto que não pode ser deduzido;
  • informar o VGBL como dedutível. A Receita lembra que esse plano não é previdência privada para fins de dedução e que não há previsão legal para abater o valor.

Como fazer: o passo a passo para conferir

  1. Entre no serviço Meu Imposto de Renda, no site da Receita ou no aplicativo para celular. É preciso ter conta gov.br nível prata ou ouro.
  2. Veja o status da declaração. Se aparecer “Com Pendência”, ela está retida.
  3. Clique em “Pendências de malha” para ver o motivo da retenção e as orientações.
  4. Confira todos os valores declarados e os documentos que comprovam cada informação.
  5. Se houver erro, envie uma declaração retificadora. A Receita diz que não é preciso ir a uma unidade de atendimento.

Depois que a retificadora é processada, a declaração sai da malha, segundo a página do serviço no gov.br. O serviço é gratuito.

O que muda para você em cada situação

Nem todo mundo que está na malha errou. A página oficial separa os caminhos conforme o caso de cada contribuinte.

SituaçãoO que fazer, segundo a Receita
Declaração “Com Pendência” e sem intimaçãoVer o motivo em “Pendências de malha” e enviar declaração retificadora
Recebeu intimação fiscalSeguir a intimação e mandar todos os documentos pedidos, pelo processo digital no e-CAC
Tudo certo, mas a declaração segue na malhaA partir do ano seguinte, mandar antes os comprovantes pelo processo digital
Recebeu notificação de lançamentoUsar os serviços Retificar Lançamento ou Impugnar Lançamento, conforme a notificação

Fonte: página “Entregar documentos de malha fiscal de imposto de renda”, no gov.br (atualizada em 13/07/2026).

E se estiver tudo certo?

Quem conferiu tudo e não achou erro não precisa retificar. A partir do ano seguinte ao da declaração, é possível mandar antes os documentos que comprovam o que foi informado. O envio é feito no e-CAC, em “Meus Processos”, com a opção “Solicitar serviço via processo digital” e a área “Malha Fiscal IRPF”. A Receita pede arquivos separados por tipo de documento e um processo só para cada intimação. Documentos sem relação com o pedido são rejeitados.

Se os comprovantes confirmarem as informações, a declaração é liberada. Se não forem suficientes, o contribuinte recebe uma notificação de lançamento. Nesse caso, o caminho passa a ser retificar ou contestar o lançamento, nos serviços de defesas e recursos da Receita.

O que vem a seguir

As cartas seguem chegando até 20 de outubro. Quem resolver a pendência pode entrar nos lotes residuais de restituição. No último lote, aberto para consulta em 23 de setembro e pago em 30 de setembro, a Receita incluiu declarações entregues fora do prazo e com pendências resolvidas pelo próprio contribuinte. Foram 412.186 restituições, num total de cerca de R$ 1,27 bilhão.

A Receita não informou, no comunicado, o prazo para a correção depois do recebimento da carta nem as datas dos próximos lotes.

Como funciona a restituição de quem sai da malha

A restituição é depositada só na conta do titular da declaração. Se os dados bancários estiverem errados, o reagendamento é feito pelo Banco do Brasil em até um ano. Depois disso, o pedido é feito no e-CAC. A consulta fica em “Meu Imposto de Renda”, na opção “Consultar minha restituição”.

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