Cinco mostras com entrada franca nos centros culturais do Banco do Brasil; a mais nova, de Vik Muniz, abriu nesta terça em Brasília
Quem quer ver arte de graça tem pelo menos cinco exposições gratuitas no CCBB, a rede de Centros Culturais Banco do Brasil, nesta reta final de outubro, segundo as páginas oficiais da instituição. A mais nova é “Vik Muniz – A Olho Nu”, aberta na terça-feira (27) no CCBB Brasília, com cerca de 188 obras. No Rio, em Belo Horizonte e em Salvador, a entrada também é franca, mas as regras de ingresso mudam de uma unidade para outra.
Em todas elas, gratuito não quer dizer entrar sem ingresso. Na maioria dos casos é preciso retirar a entrada no site ou na bilheteria, inclusive para crianças a partir de 3 anos.
Contexto: uma rede com cinco endereços
O CCBB tem unidades fixas no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Brasília e em Belo Horizonte. Em Salvador, o site informa “funcionamento itinerante”: a unidade não tem prédio próprio e ocupa outros espaços da cidade. A exposição baiana em cartaz, por exemplo, está no Museu de Arte da Bahia.
Cada unidade tem horário próprio, e o dia de folga também muda. No Rio, em São Paulo e em Belo Horizonte, o centro fecha às terças. Em Brasília, o dia sem visitação é a segunda-feira, já que a unidade abre de terça a domingo.
O que está em cartaz, unidade por unidade
Em Brasília, “Vik Muniz A Olho Nu” ocupa as Galerias I e II até 31 de janeiro de 2027. A mostra reúne fotografias, esculturas e objetos do artista, com curadoria de Daniel Rangel. A classificação indicativa é livre.
No Rio, “Amazônicas Poéticas Femininas” fica no 2º andar até 16 de novembro. A curadoria é de Sissa Aneleh, e a idealização, do Museu das Mulheres. A mostra se divide em quatro núcleos: Materialidades Ancestrais, Gravura Feminina, Amazônia Pictórica e Performáticas.
Ainda no Rio, a biblioteca do 5º andar recebe “Palavras em Cena: O Cinema que Veio dos Livros”, sobre filmes adaptados da literatura. Nessa mostra não é preciso retirar ingresso. A página da exposição indica que ela fica até sábado (31), mas a lista da programação do site mostra outra data, 4 de janeiro.
Em Salvador, “Atlântico Sertão” está no Museu de Arte da Bahia até 29 de janeiro, com obras de mais de 80 artistas em pinturas, esculturas, fotografias, vídeos e instalações. O curador-chefe é Marcelo Campos, do Museu de Arte do Rio. Segundo o CCBB, a mostra passou por São Paulo, onde recebeu mais de 70 mil visitantes, e depois segue para Brasília.
Em Belo Horizonte, a Exposição de Longa Duração conta a história do CCBB BH e do prédio da Praça da Liberdade. Ela ocupa duas salas do 2º andar, o Grande Salão e o Gabinete do Secretário, e foi montada em parceria com o Arquivo Público Mineiro.
| Unidade | Exposição | Em cartaz até | Horário | Ingresso |
|---|---|---|---|---|
| Brasília | Vik Muniz – A Olho Nu | 31/01/2027 | ter. a dom., 9h às 21h | gratuito, com retirada no site ou na bilheteria |
| Rio de Janeiro | Amazônicas – Poéticas Femininas | 16/11/2026 | qua. a seg., 9h às 20h | gratuito, com retirada no site ou na bilheteria |
| Rio de Janeiro | Palavras em Cena | 31/10/2026 (conferir) | qua. a seg., 9h às 20h | gratuito, sem retirada de ingresso |
| Salvador (Museu de Arte da Bahia) | Atlântico Sertão | 29/01/2027 | ter. a dom., 10h às 18h (entrada até 17h30) | gratuito |
| Belo Horizonte | Exposição de Longa Duração | 31/12/2026 | qua. a seg., 10h às 22h | gratuito |
Fonte: páginas oficiais de cada exposição no site do CCBB, consultadas em 28/10/2026. Endereços: Rua Primeiro de Março, 66, Centro (Rio); SCES Trecho 2, Lote 22 (Brasília); Praça da Liberdade, 450 (BH); Avenida Sete de Setembro, 2340, Corredor da Vitória (Museu de Arte da Bahia, Salvador).
Programação extra no Rio nesta semana
A exposição “Amazônicas” tem atividades paralelas. A oficina “Cirandas Matriarcais” acontece na quinta (29) e na sexta (30), das 15h às 18h, no auditório do 3º andar, com inscrição por formulário indicado na página. No sábado (31), há palestra das 15h às 16h, só para mulheres e para maiores de 18 anos. Às 16h30, a performance coletiva “Cirandas Matriarcais” ocupa a Rotunda, aberta a todos.
Como fazer: retirar o ingresso
- Escolha a unidade e confira o dia de funcionamento: Rio, São Paulo e Belo Horizonte fecham às terças, e Brasília abre de terça a domingo.
- Retire o ingresso pela internet (ccbb.com.br ou bb.com.br/cultura, conforme a unidade) ou na bilheteria física.
- Em Belo Horizonte, o ingresso retirado pela internet pode ser mostrado na tela do celular, sem impressão.
- Leve ingresso também para as crianças: Brasília, Belo Horizonte e São Paulo exigem entrada para quem tem 3 anos ou mais.
No Rio, o CCBB informa que todas as exposições são gratuitas e que libera ingressos para novas datas sempre às segundas-feiras. Também é possível retirar na bilheteria na hora da visita.
Cuidados na visita
As regras de bolsa variam. No Rio, malas e bolsas maiores que 50 cm por 60 cm não entram nas salas e vão para o guarda-volumes. Em Belo Horizonte, o limite nas galerias é 30 x 15 x 30 cm. Em São Paulo, mochilas, sacolas e malas não entram nas salas de exposição.
Em Belo Horizonte é permitido fotografar e filmar com o celular para uso pessoal, sem flash. A unidade não tem estacionamento para visitantes. Em Brasília, o estacionamento é gratuito e sujeito à lotação.
No Rio, aos domingos, o centro abre às 8h só para pessoas com deficiência intelectual e seus acompanhantes. O público geral entra a partir das 9h.
Como chegar ao CCBB Brasília sem carro
A ação “Vem pro CCBB” leva o público de graça numa van que sai do estacionamento da Biblioteca Nacional, de quinta a domingo. As saídas são de hora em hora, das 13h às 20h, e a volta sai do CCBB das 13h30 às 21h30. A van tem 10 lugares, com espaço reservado para pessoas com deficiência, e não faz paradas no caminho. O ingresso vale para um horário e pode ser retirado no site, na bilheteria ou pelo QR Code da própria van.
O que vem a seguir
O CCBB Rio abre em 7 de novembro a exposição “MEME: no Br@sil da memeficação”, também gratuita. Segundo a página oficial, serão cerca de 800 obras e conteúdos de 200 artistas e criadores digitais, com curadoria de Clarissa Diniz e Ismael Monticelli. A mostra fica até 1º de fevereiro de 2027.
Em São Paulo, a exposição “Marlene Barros: tecitura do feminino” segue no Prédio Histórico até 25 de janeiro, com 15 obras. A página informa que os ingressos ficam na bilheteria ou no site, mas não diz se a entrada é gratuita.
