sexta-feira, 30 de outubro de 2026
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Resultado do 2º turno de 2026: Lula é reeleito com 51,79% dos votos válidos

Rodada extra, pedida depois da execução diária. Abstenção caiu para cerca de 19,2%; seis unidades da Federação elegeram governador no domingo O resultado do 2º turno de 2026…

Resultado do 2º turno de 2026: Lula é reeleito com 51,79% dos votos válidos

Rodada extra, pedida depois da execução diária. Abstenção caiu para cerca de 19,2%; seis unidades da Federação elegeram governador no domingo

O resultado do 2º turno de 2026 confirmou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para mais um mandato na Presidência da República. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula teve 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) ficou com 59.826.041 votos, ou 48,21%.

A diferença entre os dois foi de 4.430.191 votos, pela conta feita a partir dos números do TSE. O resultado foi anunciado na noite de domingo (25) pelo presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques. No mesmo dia, seis unidades da Federação escolheram governador: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Quantos votaram

O TSE informou que mais de 158 milhões de eleitores estavam aptos a votar e que 128,2 milhões compareceram às urnas. A abstenção ficou em torno de 19,2%. No 1º turno, em 4 de outubro, a taxa tinha sido de 21,08%, segundo o tribunal. Ou seja, mais gente foi votar no segundo domingo do que no primeiro.

Somados, os votos válidos de Lula e Flávio chegam a 124.082.273. A diferença para os 128,2 milhões de eleitores que compareceram corresponde, de forma aproximada, aos votos brancos e nulos para presidente. O TSE não detalhou esses números nas páginas consultadas.

Os governadores eleitos

Em quatro das seis disputas, o vencedor já liderava no 1º turno. Mailza Assis (PP), no Acre, e Celina Leão (PP), no Distrito Federal, foram reeleitas. No Amazonas, Omar Aziz (PSD) venceu com 61,42% dos votos válidos. No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) teve 52,17%.

Em dois estados, a ordem do 1º turno se inverteu. No Rio Grande do Norte, Allyson Silva (União) tinha terminado a primeira rodada à frente, com 36,94%, contra 36,16% de Cadu de Lula (PT). No domingo, Cadu venceu com 50,77%, a disputa mais apertada entre os governos. No Tocantins, Professora Dorinha (União) liderou o 1º turno com 45,52%, mas Vicentinho Júnior (PSDB) ganhou o 2º turno com 64,52%.

UFEleito (partido)Votos (% válidos)Adversário (partido)Votos (% válidos)Abstenção
ACMailza Assis (PP)272.635 (66,21%)Alan Rick (Republicanos)139.108 (33,79%)26,09%
AMOmar Aziz (PSD)1.273.975 (61,42%)Professora Maria do Carmo (PL)800.328 (38,58%)21,68%
DFCelina Leão (PP)987.142 (57,18%)Leandro Grass (PT)739.130 (42,82%)17,37%
ESLorenzo Pazolini (Republicanos)1.151.818 (52,17%)Ricardo Ferraço (MDB)1.056.119 (47,83%)19,48%
RNCadu de Lula (PT)1.073.024 (50,77%)Allyson Silva (União)1.040.399 (49,23%)16,07%
TOVicentinho Júnior (PSDB)562.083 (64,52%)Professora Dorinha (União)309.076 (35,48%)19,24%

Fontes: notícias do TSE sobre cada eleição (AC, AM, DF, ES, RN, TO).

A maior abstenção entre as seis disputas foi a do Acre: 160.002 eleitores, ou 26,09%, não foram votar. A menor foi a do Rio Grande do Norte, com 16,07%.

Como foi a votação

Segundo o balanço do TSE, o 2º turno usou 499.248 urnas eletrônicas em mais de 95 mil locais de votação. Até o fim da apuração, 1.551 urnas, ou 0,31% do total, precisaram ser trocadas. Num balanço parcial divulgado às 17h, o número era de 900 urnas.

O tribunal também contabilizou 2.265 processos durante a campanha, entre eles 827 representações e 446 pedidos de direito de resposta. Representação é a ação usada para denunciar irregularidades, como propaganda fora da regra.

Uma decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) prorrogou a votação das 17h para as 19h, no horário de Brasília, nas seções que ainda estavam abertas. Ao comentar o caso, Kassio Nunes Marques disse que “prorrogar uma eleição é possível, mas tem que ser pensado e estruturado”. O TSE publicou um esclarecimento sobre a prorrogação no domingo.

No discurso de encerramento, o presidente do TSE afirmou que “esta noite não pertence apenas às chapas eleitas” e agradeceu “ao povo brasileiro”.

O que muda para quem não votou

Quem não votou no 2º turno e não justificou no domingo tem até 8 de janeiro de 2027 para apresentar a justificativa, segundo o calendário eleitoral do TSE. O pedido pode ser feito pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral no site do TSE ou em qualquer cartório eleitoral. Depois do dia da eleição, é preciso anexar um documento que comprove o motivo da ausência.

Quem não justificar fica em débito com a Justiça Eleitoral e não consegue a certidão de quitação eleitoral. O débito pode ser pago por boleto, Pix ou cartão de crédito. Pela regra do TSE, faltar a três eleições seguidas sem justificar nem pagar a multa leva ao cancelamento do título.

O prazo para quem faltou ao 1º turno, em 4 de outubro, vai até 3 de dezembro de 2026.

O que vem a seguir

Com o resultado proclamado, a próxima etapa é a diplomação dos eleitos, feita pela Justiça Eleitoral. É o diploma que habilita o eleito a tomar posse. As datas da diplomação e da posse não aparecem nas páginas do TSE consultadas para este texto.

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