A partir de 1º de novembro, Nova York fica duas horas atrás de Brasília; com a Europa, a diferença já caiu uma hora no último domingo
O horário de verão nos EUA termina às 2h de domingo (1º de novembro), no horário local, segundo o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST), do governo americano. Com a mudança, a diferença entre Brasília e as cidades americanas que adotam o horário de verão aumenta em uma hora. Nova York, que hoje está uma hora atrás de Brasília, passa a ficar duas horas atrás.
Na Europa, a troca já aconteceu: os relógios voltaram uma hora no último domingo (25). Por isso, nesta semana, o fuso com os europeus já mudou, e o fuso com os americanos ainda não.
Contexto: por que o Brasil não mexe mais no relógio
O Brasil deixou de adotar o horário de verão em 2019. O Decreto nº 9.772, de 25 de abril daquele ano, tem um artigo central: “Fica encerrada a hora de verão no território nacional”. O mesmo texto revogou 25 decretos anteriores que regulavam o horário de verão, do primeiro, de 1991, ao último, de dezembro de 2017.
Desde então, o horário de Brasília é o mesmo o ano todo. A Lei nº 12.876, de 2013, define que o fuso do Distrito Federal é a hora de Greenwich “menos três horas”. O mesmo fuso vale para as regiões Sul, Sudeste e Nordeste e para Goiás, Tocantins, Pará e Amapá.
O país tem ainda um fuso de Greenwich menos quatro horas, que inclui Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e a parte leste do Amazonas. O Acre e o oeste do Amazonas ficam em Greenwich menos cinco horas.
Como o Brasil não muda o relógio, toda variação de fuso com outros países vem da mudança feita lá fora.
Quanto muda: Estados Unidos
Pelas regras citadas pelo NIST, o horário de verão americano começa às 2h do segundo domingo de março e termina às 2h do primeiro domingo de novembro. Em 2026, ele vigorou de 8 de março a 1º de novembro. No fim, às 2h o relógio volta para 1h, e essa hora se repete.
O site oficial de hora dos Estados Unidos, o time.gov, lista o horário padrão de cada fuso. O da costa leste, onde ficam Nova York e Washington, é Greenwich menos cinco horas. O fuso central fica em menos seis, o das montanhas em menos sete e o do Pacífico, onde ficam Los Angeles e São Francisco, em menos oito.
A partir de domingo, portanto, quem está em Brasília precisa descontar duas horas para saber a hora em Nova York, e cinco para Los Angeles. Até sábado, a conta é de uma hora e quatro horas, respectivamente.
Há uma coincidência curiosa: com o fim do horário de verão americano, Nova York passa a ter a mesma hora de Rio Branco, no Acre, que também está em Greenwich menos cinco horas.
| Local (fuso padrão) | Diferença com Brasília até 31/10 | A partir de 1º/11 |
|---|---|---|
| Costa leste dos EUA, como Nova York (Greenwich −5) | 1 hora a menos | 2 horas a menos |
| Fuso central dos EUA (Greenwich −6) | 2 horas a menos | 3 horas a menos |
| Fuso das montanhas dos EUA (Greenwich −7) | 3 horas a menos | 4 horas a menos |
| Costa do Pacífico, como Los Angeles (Greenwich −8) | 4 horas a menos | 5 horas a menos |
| Alasca (Greenwich −9) | 5 horas a menos | 6 horas a menos |
| Arizona, sem horário de verão (Greenwich −7) | 4 horas a menos | 4 horas a menos |
| Havaí, sem horário de verão (Greenwich −10) | 7 horas a menos | 7 horas a menos |
| Porto Rico, sem horário de verão (Greenwich −4) | 1 hora a menos | 1 hora a menos |
| Londres (horário de Greenwich desde 25/10) | 3 horas a mais | 3 horas a mais |
Conta própria a partir do horário padrão listado no time.gov, das datas do horário de verão no NIST, do calendário britânico no gov.uk e da Lei nº 12.876/2013 (Brasília em Greenwich −3). Durante o horário de verão, soma-se uma hora ao fuso padrão. Em Londres, até 24/10 a diferença era de 4 horas a mais.
Quem fica de fora nos EUA
Nem todo o território americano muda o relógio. Segundo o Departamento de Transportes dos Estados Unidos, responsável pelos fusos no país, cada estado pode decidir por lei estadual não adotar o horário de verão. Quem adota, porém, precisa seguir as datas federais.
O Havaí, a maior parte do Arizona, Porto Rico, as Ilhas Virgens, Guam, a Samoa Americana e as Ilhas Marianas do Norte não adotam o horário de verão. Para esses lugares, a diferença com Brasília não muda em novembro. Porto Rico, por exemplo, fica uma hora atrás de Brasília o ano todo.
Quanto muda: Europa
Na União Europeia, as regras estão na Diretiva 2000/84/CE, em vigor desde 2001. Segundo a Comissão Europeia, todos os países do bloco adiantam o relógio no último domingo de março e voltam ao horário padrão no último domingo de outubro.
O Reino Unido, fora do bloco, segue o mesmo calendário. Pelo site oficial do governo britânico, os relógios voltaram uma hora às 2h de 25 de outubro, e o país passou para o horário de Greenwich. Com isso, Londres está três horas à frente de Brasília. Até o dia 24, eram quatro horas.
Nos países da União Europeia, a diferença com Brasília também diminuiu uma hora desde domingo.
Como fazer a conta
- Descubra o fuso padrão da cidade de destino em relação a Greenwich, no site oficial de hora do país.
- Verifique se o país adota horário de verão e em que datas. Se estiver em vigor, some uma hora ao fuso padrão.
- Compare com Brasília, que fica sempre em Greenwich menos três horas.
Vale conferir a hora de voos, reuniões e transmissões marcados para esta semana e para depois de 1º de novembro, já que a diferença muda no meio do caminho.
O que vem a seguir
Em 12 de setembro de 2018, a Comissão Europeia propôs acabar com a troca de horário no bloco a partir de 2019. Em 26 de março de 2019, o Parlamento Europeu aprovou sua posição, a favor de encerrar a mudança até 2021. Segundo a página da Comissão, o Conselho da União Europeia ainda não concluiu sua posição, e a proposta só vale depois de um acordo entre os dois órgãos.
Nos Estados Unidos, o horário de verão volta em 14 de março de 2027, segundo domingo do mês, pela regra federal. Na Europa, o próximo adiantamento do relógio será em 28 de março de 2027, último domingo do mês.
