sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Por que cofundador da Anthropic defende um 'botão de desligamento' obrigatório para IA

Para Jack Clark, os detalhes sobre um 'botão de desligamento' devem fazer parte da 'discussão política' em torno da IA Kevin Dietsch/Getty Images via BBC Um dos cofundadores de uma…

Por que cofundador da Anthropic defende um 'botão de desligamento' obrigatório para IA

Jack Clark, um dos cofundadores da Anthropic, afirmou que a criação de um mecanismo capaz de desligar sistemas de inteligência artificial em situações de risco pode precisar ser regulamentada. Segundo ele, a existência e a segurança desse recurso poderiam ser verificadas de forma independente.

Clark disse à BBC que os principais laboratórios de IA já possuem diferentes mecanismos para interromper seus sistemas, mas questionou se a sociedade deveria exigir uma solução padronizada e submetida à fiscalização externa.

“Deveríamos exigir que as empresas tivessem um botão de desligamento automático? Esse botão poderia ser verificado por terceiros?”, questionou.

A declaração ocorre em meio ao aumento das discussões sobre os riscos do avanço acelerado da inteligência artificial. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, também defendeu recentemente que o desenvolvimento da tecnologia seja desacelerado e acompanhado de medidas de segurança, sem comprometer a competitividade das empresas.

Nos Estados Unidos, legisladores apresentaram o chamado Kill Switch Act, projeto que prevê a exigência de mecanismos para desativar ferramentas de IA consideradas problemáticas. A proposta também daria a determinadas agências governamentais autoridade para exigir que sistemas fossem desligados ou tivessem seu funcionamento limitado.

No Reino Unido, por outro lado, o governo rejeitou recentemente a criação de um mecanismo semelhante, argumentando que uma medida desse tipo não impediria que sistemas de IA fossem desenvolvidos ou utilizados de forma inadequada em outros países.

O debate ganhou força após declarações de pesquisadores que alertaram para riscos extremos associados ao desenvolvimento de sistemas cada vez mais avançados. Alguns especialistas, porém, consideram exageradas as previsões de que a IA possa levar à extinção da humanidade.

Para Clark, independentemente das estimativas sobre cenários extremos, deixar o setor operar sem mecanismos regulatórios seria arriscado. “Estamos jogando dados com riscos imensos. Precisamos mudar o rumo desta indústria”, afirmou.

A Anthropic, criadora do assistente Claude, vem desenvolvendo modelos de IA cada vez mais avançados e, assim como a OpenAI, já relatou episódios envolvendo agentes capazes de agir de maneira inesperada.

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