Na OCDE, 43% dos adultos de 25 a 64 anos têm ensino superior; no Brasil, 22%.
O ensino superior no Brasil chega a 22% dos adultos de 25 a 64 anos, segundo o relatório Education at a Glance 2026, divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) na terça-feira (29). A média dos países do grupo é de 43%. O dado brasileiro é de 2024; a média da OCDE, de 2025.
O Ministério da Educação (MEC) e o Inep, que fornecem os dados brasileiros à OCDE, divulgaram os principais números no mesmo dia.
Os números
| Maior nível de escolaridade (25 a 64 anos) | Brasil (2024) | Média OCDE (2025) | Diferença |
|---|---|---|---|
| Abaixo do ensino médio | 38% | 18% | +20 pontos |
| Ensino médio ou técnico pós-médio | 40% | 39% | +1 ponto |
| Ensino superior | 22% | 43% | −21 pontos |
Fonte: OCDE, Education at a Glance 2026, capítulo sobre escolaridade de adultos (tabela A1.1). Diferenças calculadas pelo Primeira Fonte.
Entre os mais jovens
Na faixa de 25 a 34 anos, o Brasil tem 24,2% com ensino superior, contra 47,4% na OCDE, segundo o MEC. A diferença é de 23,2 pontos, maior do que entre todos os adultos. Por outro lado, metade dos jovens adultos brasileiros (50,1%) tem o ensino médio como maior nível, acima da média da OCDE (37,9%).
As mulheres estão à frente. Na mesma faixa, 28% das brasileiras têm diploma de ensino superior, contra 20% dos homens, segundo a tabela da OCDE.
O que melhorou
A parcela de jovens de 18 a 24 anos que não estudam nem trabalham caiu de 26,8% em 2016 para 22,4% em 2024, segundo o MEC. São 4,4 pontos a menos. Na média da OCDE, a queda no período foi de 2,3 pontos.
E o dinheiro?
O relatório também compara o gasto por aluno. Segundo a Agência Brasil, o Brasil gastou US$ 4.133 por estudante em 2023, contra US$ 13.601 na média da OCDE.
Como funciona o relatório
O Education at a Glance sai todo ano e reúne dados de escolaridade, financiamento e professores dos países da OCDE e de parceiros, como o Brasil. No país, o Inep é o responsável por enviar as estatísticas e divulgar o relatório. Os anos de referência variam por indicador, por isso nem sempre o dado brasileiro e a média são do mesmo ano.
