O governo do Irã afirmou neste domingo (2) que está próximo de concluir um acordo com Omã para definir uma nova rota de navegação no Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais estratégicas para o comércio mundial de petróleo.
Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaïl Baghaei, as negociações caminham para um entendimento que respeite a soberania dos dois países e garanta os interesses de segurança de ambos.
“Estamos prestes a chegar a um acordo sobre uma rota aceitável para ambas as partes, respeitando os direitos soberanos de cada país e garantindo nossos interesses nacionais”, afirmou à televisão estatal.
Baghaei, no entanto, não detalhou os termos do possível acordo e ressaltou que sua eventual assinatura não significa que o Estreito de Ormuz será oficialmente fechado ou reaberto.
Declarações ocorrem após anúncio de Trump
A manifestação do governo iraniano ocorreu poucas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que suspendeu ataques de grande escala contra o Irã após avanços nas negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Teerã negou a versão apresentada por Trump e afirmou que as únicas negociações em andamento envolvem Omã e a administração da navegação em Ormuz. Até o momento, não há confirmação de qualquer relação entre os dois processos diplomáticos.
Disputa por uma rota estratégica
O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, por onde passa uma parcela significativa das exportações globais de petróleo.
O Irã reivindica soberania sobre parte da região e mantém restrições à navegação comercial desde o agravamento do conflito com os Estados Unidos, no fim de fevereiro.
Desde a assinatura de um acordo preliminar de paz, em junho, Teerã negocia com Omã um modelo de gestão compartilhada da passagem marítima. Os Estados Unidos, porém, defendem que o estreito permaneça aberto à navegação internacional sem controle exclusivo de qualquer país.
O avanço das negociações é acompanhado de perto pelo mercado internacional, já que qualquer alteração no funcionamento do Estreito de Ormuz pode impactar diretamente o transporte de petróleo e os preços da commodity no mundo.
