O cantor britânico Robbie Williams retornará ao Brasil para uma apresentação única no dia 13 de outubro, no Allianz Parque, em São Paulo. Apesar de já ter se apresentado no país em 2006, o artista afirma que a experiência será praticamente inédita.
Em entrevista ao g1, Williams revelou que sua primeira passagem pelo Brasil foi bastante limitada. Segundo ele, a visita se resumiu ao hotel e ao deslocamento para o show realizado na Praça da Apoteose, no Rio de Janeiro.
Na época, o cantor atravessava um período turbulento da carreira, marcado por problemas de saúde mental e pela luta contra a dependência química. Hoje, aos 52 anos, vive uma fase mais estável, focada na família e na música, e demonstra entusiasmo em finalmente conhecer melhor a cultura brasileira.
“O Brasil é um país que desperta fascínio no mundo inteiro. Quero entender como é a sensação de ser brasileiro e conviver com os brasileiros”, afirmou.
Novo álbum e recorde histórico
O retorno ao país acontece em meio à divulgação de Britpop, lançado em janeiro deste ano. O título faz referência ao movimento musical britânico dos anos 1990, embora o cantor admita que escolheu o nome também como uma forma de provocar aqueles que não o associam ao gênero.
O trabalho garantiu a Williams um feito histórico: ele se tornou o primeiro artista a alcançar 16 álbuns no topo das paradas do Reino Unido, superando a marca dos The Beatles.
Crítica ao mundo digital
Durante a entrevista, o cantor também comentou as transformações culturais das últimas décadas. Para ele, a velocidade das redes sociais mudou a forma como as pessoas consomem informação e entretenimento.
Williams é um dos apoiadores da campanha Raise the Age, que defende o aumento da idade mínima para acesso às redes sociais no Reino Unido para 16 anos. A iniciativa é motivada, em parte, pela preocupação com os impactos das plataformas digitais sobre crianças e adolescentes.
Entre nostalgia, reflexões sobre fama e novas conquistas na carreira, Robbie Williams chega ao Brasil disposto a viver uma experiência que, segundo ele, ficou pendente há duas décadas: conhecer de perto o público brasileiro.
