A Copa do Mundo não é apenas palco para gols inesquecíveis e grandes craques. A cada edição do torneio, jogadores também transformam seus cabelos em marcas registradas, influenciando torcedores e criando tendências que atravessam gerações.
Do clássico “Cascão” de Ronaldo Fenômeno aos cachos inconfundíveis de Carlos Valderrama, alguns penteados ficaram tão famosos quanto os lances dentro de campo.
Com a chegada de mais uma Copa do Mundo, o g1 relembra alguns dos cortes de cabelo mais icônicos da história do torneio.
Bobby Charlton (1970)
Um dos maiores ídolos da Inglaterra, Bobby Charlton também ficou conhecido pelo famoso comb-over. O penteado consistia em deixar uma longa mecha atravessando a cabeça para disfarçar a calvície. Décadas depois, o próprio ex-jogador admitiu que talvez não tenha sido sua melhor escolha estética.
Os cachos dourados de Carlos Valderrama (1990)
Poucos jogadores foram tão facilmente reconhecíveis quanto o colombiano Carlos Valderrama. Seus volumosos cachos loiros se tornaram uma assinatura visual e ajudaram a transformá-lo em um dos rostos mais marcantes do futebol mundial nos anos 1990.
Roberto Baggio e o “Rabo de Cavalo Divino” (1994)
Na Copa dos Estados Unidos, Roberto Baggio chamou atenção com o penteado que ficou conhecido como “Rabo de Cavalo Divino”. A combinação de mullet com trança virou febre entre os torcedores e reforçou sua imagem de estrela do futebol italiano. Mesmo após o pênalti perdido na final contra o Brasil, o visual permaneceu como símbolo da década.
As tranças de Taribo West (1998)
O zagueiro nigeriano Taribo West transformou o cabelo em uma extensão do uniforme. Na Copa de 1998, apareceu com tranças verdes que combinavam com as cores da Nigéria. Ao longo da carreira, manteve o costume de adaptar as cores do penteado aos clubes que defendia.
O “loiro pivete” da Romênia (1998)
Nem sempre um cabelo marcante pertence a apenas um jogador. Na Copa da França, praticamente toda a seleção romena apareceu com os cabelos descoloridos. A iniciativa buscava reforçar o espírito de grupo e acabou criando um dos visuais coletivos mais lembrados da história dos Mundiais.
David Beckham e o moicano (2002)
David Beckham já era um fenômeno global quando apareceu na Copa de 2002 exibindo um moicano. O corte rapidamente virou tendência em diversos países e consolidou o inglês como um dos maiores ícones de estilo da história do futebol.
O “Cascão” de Ronaldo Fenômeno (2002)
Nenhum corte de cabelo gerou tanta repercussão em uma Copa quanto o de Ronaldo. O atacante raspou praticamente toda a cabeça e deixou apenas uma pequena faixa de cabelo na parte frontal. Anos depois, revelou que a estratégia serviu para desviar a atenção da imprensa de uma lesão. Funcionou: o Brasil foi campeão e Ronaldo marcou dois gols na final.
José Luis Perlaza e um dos visuais mais inusitados das Copas (2006)
Se Ronaldo foi ousado, o equatoriano José Luis Perlaza elevou a criatividade a outro nível. O defensor apareceu na Copa de 2006 com fios mais longos na parte da frente, laterais raspadas e cabelo comprido na nuca. O resultado entrou para a lista dos penteados mais extravagantes já vistos em Mundiais.
A trança da sorte de Rodrigo Palacio (2014)
A fina trança na nuca do argentino Rodrigo Palacio não tinha motivação estética. O atacante acreditava que ela lhe dava sorte e se recusava a cortá-la. Segundo o próprio jogador, “quando as coisas estão dando certo, não há motivo para mudar”.
Neymar e o topete loiro de 2018
Conhecido por mudar constantemente o visual, Neymar escolheu para a Copa da Rússia um topete descolorido que rapidamente virou assunto dentro e fora dos gramados. O penteado dividiu opiniões e gerou inúmeros memes nas redes sociais. Um dos mais famosos veio do ex-jogador francês Eric Cantona, que publicou uma foto com macarrão na cabeça acompanhada da legenda: “Estilo Neymar”.
E como toda Copa produz novos personagens e tendências, resta saber qual será o corte de cabelo que vai marcar a edição de 2026 e inspirar milhares de torcedores ao redor do mundo.
