A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, a Fifa enfrenta questionamentos sobre a comercialização de ingressos para o torneio. Apesar de o presidente da entidade, Gianni Infantino, ter afirmado que todas as partidas estavam esgotadas, milhares de entradas continuam disponíveis para venda em diferentes plataformas.
A situação levou os procuradores-gerais dos estados de Nova York e Nova Jersey a abrirem uma investigação sobre as práticas adotadas pela entidade. A Fifa foi intimada a responder a acusações de suposta inflação artificial de preços e prejuízos aos consumidores.
Segundo a BBC Sport, torcedores relataram falta de transparência durante o processo de compra. Muitos adquiriram ingressos sem conhecer previamente os valores e alguns afirmam ter recebido assentos em categorias inferiores às originalmente compradas.
Outro ponto que chamou a atenção foi a oscilação na quantidade de ingressos disponíveis. Dados da plataforma independente TicketData indicaram que, em poucos dias, o número de entradas à venda no site oficial da Fifa variou significativamente, alimentando especulações sobre a gestão dos estoques.
Além disso, ingressos para partidas com menor apelo comercial passaram a ser oferecidos por valores bem abaixo dos preços originais em plataformas de revenda. Em alguns casos, as reduções superam 60% do valor nominal.
A Fifa também enfrenta questionamentos sobre uma possível presença indireta em mercados secundários de ingressos. Empresas como SeatGeek e StubHub negaram qualquer parceria ou acordo de distribuição com a entidade.
Até o momento, a Fifa não comentou as acusações nem respondeu aos questionamentos sobre a venda e revenda de ingressos para o torneio.
Enquanto a competição se aproxima, permanecem dúvidas sobre a real demanda por algumas partidas e sobre a política de preços adotada pela organização da maior Copa do Mundo da história, que contará com 48 seleções e 104 jogos.
