Depois de eliminar o Japão, o Brasil terá um desafio de peso nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. No próximo domingo, às 17h (de Brasília), a Seleção enfrenta a Noruega, que chega embalada pelo poder ofensivo de Erling Haaland e Martin Ødegaard, mas também carrega uma vulnerabilidade que pode favorecer a equipe de Carlo Ancelotti: a defesa.
Enquanto o ataque norueguês é um dos mais respeitados do torneio, o sistema defensivo tem sido motivo de preocupação. Desde a Copa do Mundo de 2022, a Noruega disputou 38 partidas e sofreu 43 gols. No mesmo período, o Japão, eliminado pelo Brasil na fase anterior, levou apenas 30 gols em 46 jogos.
Defesa preocupa também nesta Copa
A fragilidade defensiva voltou a aparecer durante a campanha no Mundial. Apesar da vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim na segunda fase, a Noruega foi pressionada durante boa parte da partida.
Os africanos finalizaram mais vezes (14 contra nove), acertaram mais chutes no gol (cinco contra quatro) e criaram maior volume ofensivo, principalmente pelos lados do campo — justamente um dos setores que mais têm causado dificuldades aos noruegueses.
Ao longo da Copa, a seleção europeia sofreu oito gols em quatro partidas, sendo a equipe classificada às oitavas de final com o pior desempenho defensivo entre os sobreviventes da competição.
Vini Jr. pode encontrar espaços
A vulnerabilidade pelos corredores pode favorecer o estilo de jogo do Brasil, que construiu boa parte das jogadas ofensivas diante do Japão utilizando velocidade pelos lados, principalmente com Vinícius Júnior.
O técnico Ståle Solbakken chegou a modificar os dois pontas durante o confronto contra a Costa do Marfim para tentar reforçar a marcação pelos corredores, mas a equipe continuou dando espaços e acabou sofrendo o gol de empate antes de buscar a classificação.
Outro problema é a situação do lateral-direito Julian Ryerson. Titular da posição, ele ainda é dúvida por causa de uma lesão na coxa. Caso volte, terá novamente pela frente Vinícius Júnior, contra quem já enfrentou dificuldades.
Na final da Liga dos Campeões da temporada 2023/24, entre Real Madrid e Borussia Dortmund, o atacante brasileiro protagonizou um dos lances mais marcantes da decisão ao aplicar uma caneta em Ryerson pouco antes do escanteio que originou o primeiro gol da equipe espanhola.
Ataque segue como principal arma
Apesar das dificuldades defensivas, a Noruega chega cercada de respeito pelo talento ofensivo. Erling Haaland e Martin Ødegaard comandam uma equipe que aposta na força física, velocidade e qualidade técnica para decidir as partidas.
O técnico Ståle Solbakken evitou antecipar qualquer estratégia para enfrentar o Brasil.
“Vamos deixar as coisas se acalmarem primeiro. Depois falaremos sobre o próximo jogo”, afirmou após a classificação.
Retrospecto preocupa o Brasil
Além da qualidade do elenco, a Noruega também carrega um retrospecto favorável diante da Seleção Brasileira. As equipes já se enfrentaram quatro vezes, com duas vitórias norueguesas e dois empates.
Será a primeira vez que Brasil e Noruega se enfrentam em um mata-mata de Copa do Mundo.
