O custo médio de condomínio no Brasil chegou a R$ 516 por mês, e a chamada “inflação condominial” acumulou 25% entre 2022 e 2025, acima da inflação oficial do período.
O aumento está ligado principalmente à alta dos custos com funcionários, segurança, manutenção de elevadores e novas estruturas de lazer. Empreendimentos mais recentes oferecem cada vez mais piscinas, academias, espaços para pets e outras comodidades — serviços que acabam incorporados à taxa mensal.
Para muitos moradores, o condomínio já representa uma espécie de “segundo aluguel”, podendo chegar a 40% do valor do aluguel. O impacto também aparece na inadimplência, que subiu de 9,72% para 11,95% entre 2022 e 2025.
Uma das alternativas encontradas pelos condomínios é a portaria eletrônica, adotada por mais de 14 mil empreendimentos para reduzir gastos com funcionários. A medida, porém, gera debates sobre segurança, empregos e dependência de internet e energia elétrica.
O resultado é que o valor do condomínio passou a ser um fator cada vez mais importante na decisão de compra ou aluguel de um imóvel. Há moradores que, diante de taxas elevadas, preferem permanecer onde estão ou buscar prédios com menos serviços para reduzir o custo mensal.
