A seleção brasileira feminina de vôlei terminou a Liga das Nações (VNL) de 2026 com a medalha de prata, após perder a final para a Turquia. Apesar do vice-campeonato, o técnico José Roberto Guimarães avaliou positivamente a campanha e destacou o crescimento de jovens atletas que ganharam espaço durante o torneio.
O Brasil enfrentou uma série de desfalques ao longo da competição. A capitã Gabi ficou fora de toda a VNL por causa de problemas na lombar. Júlia Kudiess e Tainara sofreram lesões durante o campeonato, enquanto a líbero Nyeme abriu mão de parte da competição para permanecer ao lado da filha.
As ausências abriram espaço para novas protagonistas. Ana Cristina, de 22 anos, terminou como a maior pontuadora da seleção, com 256 pontos, seguida por Júlia Bergmann, que marcou 235. Marcelle assumiu a titularidade na posição de líbero, e a central Luzia aproveitou a oportunidade após a lesão de Júlia Kudiess, anotando 11 pontos na decisão.
Para José Roberto, a principal conquista da campanha foi justamente a experiência adquirida pelas atletas mais jovens.
“Perdemos jogadoras, e outras surgiram. A perspectiva de futuro é importante.”
O treinador ressaltou que disputar partidas decisivas é fundamental para o amadurecimento do grupo e citou nomes como Luzia, Marcelle e Helena entre as atletas que ganharam confiança durante a competição.
Agora, o foco da seleção passa a ser o Campeonato Sul-Americano, que será disputado entre 8 e 13 de setembro, no Maracanãzinho. Além do título continental, a competição vale vaga para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, principal objetivo do ciclo.
Rosamaria também destacou a importância da renovação do elenco e afirmou que as jogadoras mais jovens precisam vivenciar momentos de pressão para chegar mais preparadas às próximas competições.
Mesmo com o quinto vice-campeonato em cinco finais da VNL e sem conquistar um torneio intercontinental desde 2017, a comissão técnica considera que a evolução da nova geração é um dos principais legados da campanha de 2026.
