João Bosco recebeu, na noite de terça-feira (1º), a Medalha UBC, honraria concedida pela União Brasileira de Compositores (UBC) a artistas que prestaram relevantes serviços à música brasileira. O evento foi realizado na Casa UBC, no Rio de Janeiro, e reuniu convidados e nomes importantes da música.
Aos 80 anos, completados em 13 de julho, o compositor recebeu a medalha das mãos de Wilson Simoninha, diretor-presidente da UBC, e de sua filha, Julia Bosco. Em seu discurso, Bosco afirmou que o reconhecimento representa um prêmio pela trajetória construída ao longo de décadas, marcada por parcerias como a que manteve com Aldir Blanc, e também um incentivo para continuar compondo.
“A amizade é uma forma de amor, de perdão, de diálogo, de chegar a algum lugar que somente tem sentido se a gente chegar junto”, afirmou o artista, fazendo referência ao tema de seu novo álbum, Amigos novos e antigos, que será lançado integralmente em 25 de setembro.
Depois da homenagem, João Bosco pegou o violão e participou de um pocket show acompanhado por uma banda dirigida musicalmente pelo pianista e arranjador Julinho Teixeira.
Artistas celebram repertório de João Bosco
Seis artistas convidados interpretaram músicas que marcaram a carreira do compositor. Laura de Castro abriu a apresentação com “De frente pro crime”, parceria de Bosco e Aldir Blanc lançada em 1974.
Pedro Luís veio na sequência com “Kid cavaquinho”, também da dupla Bosco e Blanc. Joyce Alane interpretou “Papel machê”, parceria de João Bosco com José Carlos Capinan, e convidou Juliana Linhares para o palco.
A cantora potiguar apresentou “O ronco da cuíca”, de Bosco e Aldir Blanc, enquanto Badi Assad interpretou “Linha de passe”, parceria de Bosco, Blanc e Paulo Emílio.
No encerramento, João Bosco assumiu os vocais e revisitou clássicos de seu repertório, como “Nação”, “Incompatibilidade de gênios”, “Corsário” e “O bêbado e a equilibrista”. Nesta última, todos os convidados se juntaram ao compositor no palco.
A apresentação encerrou a noite de homenagem celebrando a trajetória de um dos principais compositores da música brasileira e reforçando o desejo de que o “garoto de 80 anos”, como foi chamado por Marcelo Castello Branco, diretor executivo da UBC, continue produzindo por muitos anos.
