O modelo estatístico do Gato Mestre, desenvolvido em parceria com o economista Bruno Imaizumi, ampliou sua vantagem sobre o supercomputador da Opta nas previsões do mata-mata da Copa do Mundo de 2026.
Com a classificação da Argentina sobre a Inglaterra por 2 a 1, o placar entre os modelos passou a ser de 25 acertos para o Gato Mestre contra 23 da Opta.
A principal diferença aconteceu justamente na semifinal entre argentinos e ingleses. O Gato Mestre apontava 40% de chances de vitória da Argentina, 33% para a Inglaterra e 27% para empate, além de prever o placar de 2 a 1. Já o modelo da Opta dava leve favoritismo aos ingleses, com 51,3% de probabilidade de classificação, contra 48,7% da seleção argentina.
Na outra semifinal, ambos os modelos erraram ao apontar favoritismo para a França diante da Espanha. A Roja venceu por 2 a 0 e garantiu vaga na decisão.
Apesar dos tropeços, tanto o Gato Mestre quanto o supercomputador da Opta convergem em um ponto: a Espanha chega como favorita para conquistar o título na final contra a Argentina.
Como funciona o modelo?
As projeções do Gato Mestre utilizam uma combinação de indicadores ofensivos e defensivos das seleções para calcular as probabilidades de cada resultado.
O sistema é baseado na distribuição de Poisson Bivariada, modelo estatístico amplamente utilizado para estimar a quantidade de gols em partidas de futebol, aliado a milhares de simulações realizadas pelo método de Monte Carlo.
A análise considera dados de diversas fontes, como FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref, além de métricas avançadas como o xG (gols esperados), que mede a qualidade das chances criadas com base em fatores como distância da finalização, ângulo, posicionamento dos defensores e outras variáveis.
Com o desempenho nas fases eliminatórias, o Gato Mestre consolidou vantagem sobre a Opta e chega à decisão com um retrospecto superior nas previsões da Copa do Mundo de 2026.
