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Gasolina sobe 30% nos EUA e Trump cobra petroleiras; entenda o que está por trás da alta

Gasolina e alimentos pressionam, e inflação nos EUA atinge maior patamar em 40 anos em maio Nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar as petroleiras…

Gasolina sobe 30% nos EUA e Trump cobra petroleiras; entenda o que está por trás da alta

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar as petroleiras americanas para reduzirem os preços da gasolina, que seguem elevados após a valorização do petróleo provocada pelas tensões no Oriente Médio.

Em declaração na Casa Branca e em publicações na Truth Social, Trump criticou os lucros das empresas do setor e afirmou que os consumidores não deveriam pagar preços tão altos pelo combustível. O presidente também direcionou críticas ao CEO da Chevron, Mike Wirth, e citou a ExxonMobil entre as companhias beneficiadas pela alta do petróleo.

Segundo dados da American Automobile Association (AAA), o preço médio da gasolina nos Estados Unidos chegou a US$ 4,09 por galão, cerca de 30% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

A valorização do combustível acompanha a alta das cotações internacionais do petróleo, impulsionada pela instabilidade no Estreito de Ormuz, região estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial da commodity. Apesar de uma recente queda nas cotações do barril Brent, especialistas afirmam que o repasse ao consumidor costuma levar mais tempo devido aos estoques e contratos das refinarias.

O aumento dos preços já tem impacto no cotidiano dos americanos. Muitos consumidores passaram a reduzir viagens de carro, concentrar deslocamentos e utilizar mais o transporte público para economizar combustível.

Especialistas avaliam que a pressão de Trump tem efeito político, mas pouca capacidade de alterar diretamente os preços nas bombas. Mesmo sendo o maior produtor de petróleo do mundo, os Estados Unidos continuam fortemente dependentes das cotações internacionais, já que parte do petróleo produzido é exportada e as refinarias americanas ainda precisam importar outros tipos de petróleo para manter suas operações.

No Brasil, os impactos das oscilações internacionais costumam ser diferentes devido à maior integração entre produção e refino, concentrada principalmente na Petrobras, o que pode reduzir a velocidade do repasse das variações do mercado externo aos preços dos combustíveis.