O Rock in Rio aposta em uma programação pensada para agradar diferentes gerações no dia 11 de setembro de 2026, quando Stray Kids será atração principal do Palco Mundo e Jamiroquai comandará o Sunset. Segundo Zé Ricardo, vice-presidente artístico da Rock World, a escolha de artistas de estilos tão diferentes faz parte de uma estratégia de curadoria.
A ideia é oferecer experiências distintas nos dois principais palcos. Enquanto o Mundo terá uma programação mais voltada ao K-pop, o Sunset será dedicado à soul music. Alok também integra a programação e, segundo Zé Ricardo, funciona como um artista capaz de aproximar públicos diferentes.
A estratégia também leva em conta os pais que acompanham os filhos adolescentes ao festival. Zé Ricardo relembrou a edição de 2024, quando Travis Scott protagonizou uma noite dedicada ao trap.
“Quando eu fiz uma noite só de trap, os pais sofreram um pouco realmente. Eles ficaram sem um porto seguro”, afirmou.
A experiência levou o festival a buscar uma alternativa para o público adulto. No The Town, Travis Scott voltou a ser escalado diante da alta demanda, enquanto Lauryn Hill foi colocada no palco The One. Segundo Zé Ricardo, a combinação mudou a dinâmica entre pais e filhos.
“Os pais deixavam de falar: ‘Pô, vou ter que levar meu filho para ver o Travis’ e falavam: ‘E aí, filho, não quer ir ver o Travis? Eu quero ver a Lauryn Hill’”, contou.
Para o executivo, esse equilíbrio é especialmente importante quando o festival conversa com um público adolescente. “A gente sempre tenta trazer coisas que possam abraçar”, explicou.
Festival ainda sonha com Adele, Beyoncé, Rihanna e Paul McCartney
Além da programação de 2026, Zé Ricardo revelou alguns dos artistas que continuam na lista de desejos do Rock in Rio. Adele, Beyoncé e Rihanna aparecem entre os principais nomes que o festival gostaria de levar aos palcos.
Beyoncé e Rihanna já se apresentaram no evento, em 2013 e 2015, respectivamente. Adele, por outro lado, ainda não fez sua estreia no Rock in Rio.
Outro nome que permanece nos planos é Paul McCartney. O ex-Beatle já participou do Rock in Rio Lisboa, em 2004, mas ainda não se apresentou na edição brasileira.
“A gente sempre sonhou trazer e que sempre fica perto por dias, por meses. A gente já fez com ele em Lisboa, mas no Brasil ainda não”, afirmou Zé Ricardo.
Segundo o executivo, a curadoria do festival é feita de forma planejada, com uma narrativa por trás das escolhas. A intenção é fazer com que o público deixe o evento tendo vivido experiências diferentes das que tinha antes de chegar.
