A crise no River Plate ganhou novos capítulos após a derrota por 1 a 0 para o Rosario Central, no último domingo, pelo Torneio Clausura. A torcida protestou contra jogadores, comissão técnica e diretoria, aumentando a pressão sobre o técnico Eduardo Coudet, que segue no comando da equipe.
O clima de insatisfação começou antes da partida, quando Coudet foi vaiado durante o anúncio da escalação. Após o apito final, os torcedores entoaram protestos contra o elenco e a diretoria, além de pedirem o retorno de Ramón Díaz.
Depois do jogo, o treinador conversou com os jogadores no vestiário e pediu união para tentar reverter o momento negativo. Na sequência, Coudet se reuniu com o presidente Stéfano Di Carlo para avaliar a situação do clube.
O técnico não participou da entrevista coletiva após a partida, aumentando os rumores sobre seu futuro. A diretoria, porém, não anunciou nenhuma mudança e mantém Coudet no cargo.
O River perdeu os quatro jogos disputados desde o fim da Copa do Mundo. A equipe foi eliminada da Copa da Argentina pelo Aldosivi e acumula três derrotas seguidas por 1 a 0 no Clausura, contra Barracas Central, Gimnasia La Plata e Rosario Central, ainda sem marcar gols na competição.
Mesmo com alto investimento na janela de transferências, com cerca de 28,9 milhões de euros em reforços, o time não conseguiu reagir. Entre as contratações estão nomes como Ángel Correa, Lucas Beltrán e Rafael Borré.
A pressão acontece em meio à tentativa do River de contratar Thiago Almada, que também está na mira do Flamengo. O clube argentino aposta no desejo do meia de retornar ao país para avançar no negócio.
Ídolo do River como jogador nos anos 2000, Coudet chegou ao clube cercado de expectativa, mas a sequência de resultados negativos aumentou a cobrança antes dos próximos compromissos da temporada.
