Com Neymar convocado, comércio popular comemora alta nas vendas para a Copa do Mundo
A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, comerciantes da região da Rua 25 de Março, principal polo de comércio popular de São Paulo, celebram o aumento das vendas de produtos temáticos ligados à Seleção Brasileira.
Vestidos de verde e amarelo, vitrines e corredores das lojas passaram a atrair ainda mais consumidores após a convocação oficial da Seleção pelo técnico Carlo Ancelotti, anunciada em maio. Entre os fatores apontados pelos lojistas para o aquecimento das vendas, um nome aparece com frequência: Neymar.
“Quando anunciaram a convocação dele, as vendas das camisetas da Seleção aumentaram muito”, afirma o vendedor Kauan, que trabalha na região.
Do lado dos consumidores, o clima também é de maior entusiasmo em comparação à Copa de 2022. O empresário carioca Fabiano Mota, que visitava São Paulo, aproveitou para comprar camisetas para toda a família.
“Acredito que o hexa vem este ano. É difícil não entrar no clima da Copa”, disse.
O comerciante Pierre Sfeir, proprietário da loja Festas e Fantasias, afirma que o movimento cresceu significativamente após a divulgação da lista de convocados.
“O público veio às compras já no dia seguinte. Estamos muito satisfeitos com o resultado e esperamos que o ritmo continue durante toda a competição”, afirma.
Preços mais altos
Apesar do aumento da procura, os consumidores também encontraram produtos mais caros nesta edição do Mundial. Segundo comerciantes, os preços dos artigos temáticos estão cerca de 15% acima dos praticados na Copa anterior.
Parte desse reajuste é atribuída ao aumento dos custos de produção e transporte, influenciados pela valorização internacional do petróleo e pelas tensões geopolíticas recentes.
Mesmo assim, os lojistas acreditam que os valores continuam acessíveis.
“São produtos populares e de baixo custo. As pessoas compram para entrar no clima da festa”, explica Pierre.
Entre os itens mais procurados está um kit temático vendido por R$ 47, que reúne bandeira, óculos personalizados, corneta, maquiagem verde e amarela, confetes e bastões infláveis.
A psicóloga Leila Limp também decidiu investir mais nos preparativos para acompanhar os jogos.
“Estou gastando entre R$ 100 e R$ 150 em artigos decorativos. Tem muita opção interessante para reunir a família e os amigos”, conta.
Camisas lideram as vendas
As réplicas das camisetas da Seleção seguem como os produtos mais procurados pelos torcedores.
Na Rua 25 de Março, os preços variam entre R$ 80 e R$ 320, dependendo da qualidade do material e do acabamento.
Segundo os vendedores, os modelos mais simples, conhecidos como “primeira linha”, custam cerca de R$ 80. As chamadas “tailandesas” chegam a R$ 160, enquanto a versão considerada mais próxima do uniforme utilizado pelos jogadores pode alcançar R$ 320.
A procura pelas réplicas também é impulsionada pelo preço elevado das camisas oficiais, que podem custar aproximadamente R$ 750.
Além das camisetas, produtos tradicionais como vuvuzelas, bandeiras, chapéus e acessórios seguem entre os itens mais procurados pelos torcedores.
Copa e festa junina movimentam comércio
Neste ano, a Copa do Mundo coincide com o período das festas juninas, o que tem contribuído para impulsionar ainda mais o movimento no comércio popular.
A gerente de contas Valéria Guimarães aproveitou a visita à região para comprar produtos para as duas celebrações.
“Vai ser uma festa junina com clima de Copa. Vamos misturar decoração junina com as cores da Seleção”, conta.
Segundo os comerciantes, quando os dois eventos acontecem simultaneamente, o faturamento costuma crescer entre 20% e 30%, impulsionado pela busca por artigos de decoração, fantasias e itens temáticos.
A expectativa dos lojistas é que o movimento continue crescendo conforme a Seleção avance na competição, mantendo o clima de otimismo que tomou conta da região nas últimas semanas.
