Contratado pelo Palmeiras no início da temporada, Jhon Arias começou como reserva e precisou conquistar espaço em um elenco com poucas vagas na equipe titular. Seis meses depois, o colombiano de 28 anos se tornou peça fundamental no time de Abel Ferreira e ganhou destaque também por uma característica pouco comum entre jogadores de ataque: a capacidade de desarme.
Arias é o terceiro maior artilheiro do Palmeiras na temporada, com oito gols, além de ter três assistências. No Brasileirão, porém, seus números defensivos chamam ainda mais atenção: são 41 desarmes em 16 partidas, o melhor desempenho do elenco na competição.
O colombiano também lidera o Palmeiras em desarmes na Copa do Brasil, com oito. No Brasileirão, aparece como o segundo jogador com mais desarmes, atrás apenas de Nicolás Acevedo, do Bahia, que soma 48 — mas atua como volante e disputou três partidas a mais.
Para Abel Ferreira, justamente essa capacidade de contribuir sem a bola é um dos principais diferenciais do jogador. Arias consegue pressionar no campo de ataque, recuperar a posse no meio e participar da construção ofensiva na sequência.
A mudança ficou evidente após o retorno da Copa do Mundo. Com maior liberdade no esquema com três zagueiros, o colombiano passou a ocupar espaços diferentes e ganhou ainda mais influência no jogo do Palmeiras.
Um exemplo aconteceu contra o Fortaleza, pela Copa do Brasil. Arias recuperou a bola no campo de ataque e iniciou a jogada que terminou no gol de Mauricio.
A nova função explica por que o atacante se tornou titular absoluto no segundo semestre. Além de criar e marcar gols, Arias passou a ser uma das principais armas de pressão e recuperação de bola do Palmeiras — característica que, segundo Abel, torna o jogador ainda mais valioso para o sistema da equipe.
