Ponte Preta amplia crise na Série B e vê reação ficar cada vez mais distante
A derrota por 2 a 1 para o Goiás, no último sábado, no estádio Moisés Lucarelli, aprofundou ainda mais a crise da Ponte Preta na Série B do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, a Macaca chegou à sétima derrota consecutiva e completou 12 partidas sem vencer na competição.
O cenário preocupa não apenas pela sequência negativa, mas também pelo desempenho apresentado em campo. Diante do Goiás, a equipe voltou a repetir problemas que têm marcado a campanha: erros defensivos, dificuldades para manter a regularidade durante os 90 minutos e pouca capacidade de reação após sofrer gols.
A situação se reflete diretamente na tabela. A Ponte ocupa a vice-lanterna da Série B após 18 rodadas, soma apenas três vitórias em toda a temporada e está a 12 pontos do primeiro time fora da zona de rebaixamento. A campanha já é a pior da história do clube na era dos pontos corridos da competição.
Além dos resultados esportivos, o ambiente fora das quatro linhas também contribui para aumentar a pressão. O clube enfrenta atrasos salariais, restrições no mercado devido ao transfer ban, saída de jogadores durante a janela de transferências, processos judiciais e protestos da torcida. Paralelamente, a diretoria conduz negociações relacionadas à possível transformação da Ponte Preta em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
No comando da equipe, Márcio Zanardi ainda busca alternativas para reverter o momento. Desde sua chegada, porém, o treinador não conseguiu interromper a sequência negativa. Antes dele, Edson Boaro e Rodrigo Santana também enfrentaram dificuldades semelhantes ao longo da temporada.
Apesar de ainda restar um turno inteiro pela frente, os sinais de recuperação seguem escassos. A matemática mantém viva a possibilidade de reação, mas o desempenho da equipe dentro de campo ainda não oferece indícios concretos de uma retomada.
Para parte da torcida, a esperança passa menos pelos resultados imediatos e mais pela reorganização estrutural do clube. Enquanto isso, a Ponte Preta segue mergulhada em uma das temporadas mais difíceis de sua história recente.
