terça-feira, 15 de setembro de 2026
São Paulo 16°C ↓16° ↑22°
Últimas notícias
ESPORTES Mourinho diz que Vini Jr. ainda busca melhor versão no Real Madrid: "Existe outro Vinicius" ESPORTES Giants atropelam Cowboys e dão início à era Harbaugh com vitória na NFL ECONOMIA Do peixe à energia: como o calor recorde dos oceanos pode encarecer alimentos e afetar turismo ECONOMIA Criminosos criam site e app falsos do Mercado Livre para invadir celulares de vítimas ECONOMIA Inteligência artificial está cada vez mais difícil de se controlar. Até quando os humanos vão se manter no comando? ENTRETENIMENTO ​Twenty One Pilots encerra Rock in Rio, confirma evolução, mas toca para menor plateia de headliner desta edição ENTRETENIMENTO Último dia de Rock in Rio tem potência das mulheres, muita chuva e Twenty One Pilots maduro; veja resumo ESPORTES Análise: Grêmio repete erros, perde em casa para o Vasco e afunda em cenário de rebaixamento ESPORTES Mourinho diz que Vini Jr. ainda busca melhor versão no Real Madrid: "Existe outro Vinicius" ESPORTES Giants atropelam Cowboys e dão início à era Harbaugh com vitória na NFL ECONOMIA Do peixe à energia: como o calor recorde dos oceanos pode encarecer alimentos e afetar turismo ECONOMIA Criminosos criam site e app falsos do Mercado Livre para invadir celulares de vítimas ECONOMIA Inteligência artificial está cada vez mais difícil de se controlar. Até quando os humanos vão se manter no comando? ENTRETENIMENTO ​Twenty One Pilots encerra Rock in Rio, confirma evolução, mas toca para menor plateia de headliner desta edição ENTRETENIMENTO Último dia de Rock in Rio tem potência das mulheres, muita chuva e Twenty One Pilots maduro; veja resumo ESPORTES Análise: Grêmio repete erros, perde em casa para o Vasco e afunda em cenário de rebaixamento

Como eletrofunk 'driblou' preconceito do sertanejo e invadiu festas pelo interior do país

DJ Jiraya UAI e MC Jacaré, destaques do eletrofunk Reprodução/Instagram A mistura do tamborzão e de vozes do funk com a batida do house ou EDM do eletrônico virou presença…

Como eletrofunk 'driblou' preconceito do sertanejo e invadiu festas pelo interior do país

O eletrofunk deixou de ser um ritmo restrito aos paredões de som e festas de rua para se consolidar como uma das principais tendências musicais do interior do Brasil. Misturando elementos do funk com batidas da música eletrônica, o gênero vem conquistando espaço em rodeios, feiras agropecuárias e festivais sertanejos, além de aparecer entre as músicas mais ouvidas nas plataformas de streaming.

Artistas como DJ Jiraya UAI, DJ Brenno Paixão, MC Jacaré e Jeninho lideram esse movimento com sucessos como “Chapeluda”, “Ela Carrega Minha Bolsa” e “Rua de Ouro”, que figurou entre as 50 músicas mais reproduzidas do Spotify.

De nicho ao palco dos grandes eventos

Embora exista há mais de uma década, o eletrofunk ganhou força nacional principalmente nos últimos cinco anos. O crescimento foi impulsionado por artistas do sertanejo que passaram a incorporar o ritmo em seus repertórios.

Canções como “Pipoco”, de Ana Castela e Melody, e “Ela Pirou na Dodge Ram”, de Luan Pereira e MC Ryan SP, ajudaram a aproximar o público sertanejo do gênero e abriram espaço para DJs e MCs nos principais eventos do interior.

Hoje, nomes do eletrofunk fazem parte da programação de grandes festas. O DJ Jiraya UAI, por exemplo, participa pelo terceiro ano consecutivo da Festa do Peão de Barretos, dividindo o palco com artistas consagrados do sertanejo.

Batida eletrônica com identidade do interior

Apesar do nome, os próprios artistas reconhecem que definir o eletrofunk não é uma tarefa simples.

Segundo DJ Jiraya UAI, o gênero combina o tamborzão característico do funk com elementos mais presentes na música eletrônica, aproximando-se das batidas de house e EDM, mas mantendo letras ligadas ao cotidiano do interior do país.

O resultado é um estilo que ganhou identidade própria e conquistou principalmente o público das cidades do Centro-Oeste e do interior de estados como Goiás, Paraná e Minas Gerais.

Pen drives seguem como ferramenta de divulgação

Mesmo com o crescimento nas plataformas digitais, o pen drive continua sendo uma das principais formas de distribuição do eletrofunk.

Os arquivos são baixados e reproduzidos em sistemas de som automotivos e paredões, tradição bastante popular nas cidades do interior.

“A melhor qualidade para ouvir a música nos carros de som ainda é pelo pen drive”, afirma DJ Brenno Paixão, um dos principais nomes do gênero.

MC Jacaré impulsiona nova geração

Entre os artistas que ajudaram a popularizar o eletrofunk nacionalmente está MC Jacaré. Natural de Goiânia, ele se tornou um dos principais representantes do estilo e conquistou espaço ao lado de nomes do funk paulista, como MC Ryan SP.

Mesmo com o sucesso nacional, o cantor optou por permanecer em Goiás, onde fundou sua própria produtora, a Croco Hits, fortalecendo a cena regional.

Para DJ Jiraya UAI, o eletrofunk deixou de ser um movimento de nicho.

“Hoje um artista consegue viver de eletrofunk. Tem produtor, cantor e público próprio. Não é mais um gênero que as pessoas olham com preconceito. A tendência é continuar crescendo”, afirma.