Após 13 anos longe dos palcos, o Kid Abelha está de volta. O reencontro de Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato acontece nesta sexta-feira (12), no Rio de Janeiro, marcando o início da turnê “Eu Tive Um Sonho”, que também passará por cidades como São Paulo, Salvador, Brasília, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis e Belo Horizonte.
Em entrevista ao g1, Paula Toller revelou que os fãs podem esperar um repertório especial, com cerca de 30 músicas, reunindo grandes sucessos da banda e algumas surpresas.
“Montamos um setlist matador. Tem todos os hits e também músicas que nunca tocamos em shows. Trabalhamos muito nisso”, afirmou a cantora.
Reencontro impulsionado pelos fãs
Segundo Paula, a volta da banda não nasceu de uma necessidade profissional, mas do desejo do público.
“Eu estava muito bem com minha carreira solo, o George também com os projetos dele. Não era uma questão de precisar voltar. Foi algo que veio dos fãs, daquele pedido constante para o Kid Abelha retornar”, contou.
As redes sociais tiveram papel importante nessa decisão. A artista se surpreendeu ao perceber que adolescentes e até crianças passaram a descobrir e tocar músicas da banda décadas após o auge do grupo.
“Comecei a ver jovens tocando ‘Nada Por Mim’, ‘Amanhã É 23’ e ‘Grand’ Hotel’. Fiquei me perguntando como essa geração conhecia essas músicas. Foi algo que me chamou muita atenção.”
Show para todas as gerações
Paula destaca que a turnê foi pensada tanto para os fãs que acompanharam a trajetória da banda desde os anos 1980 quanto para quem nunca teve a oportunidade de assistir ao grupo ao vivo.
“Vai ser um show para quem conhece tudo sobre o Kid Abelha, mas também para quem nunca nos viu no palco. Pensamos em todos os públicos e preparamos algumas surpresas especiais.”
Clássicos e versões originais
Uma das principais discussões durante a preparação da turnê foi definir quais versões de algumas músicas fariam parte do espetáculo.
O maior debate envolveu “Lágrimas e Chuva”, que ganhou enorme popularidade na versão acústica lançada em 2002.
“A gente escolheu a versão original, mais rock, mais poderosa. É um show grande, feito para levantar o público. Mas também teremos momentos mais delicados”, revelou.
Sucessos que atravessam gerações
Entre as canções mais importantes da carreira, Paula destaca “Grand’ Hotel” e “Nada Sei”, duas músicas que estarão garantidas no repertório.
Outro clássico indispensável é “Como Eu Quero”. A cantora comentou as interpretações recentes de que a música retrataria um relacionamento tóxico.
“Hoje existe uma tendência de analisar tudo sob esse olhar. Mas a música pode significar coisas diferentes para cada pessoa. Quando ela vai para o mundo, deixa de ser apenas do artista.”
Para Paula, essa liberdade de interpretação é justamente um dos segredos da longevidade do Kid Abelha.
Um espetáculo pensado nos mínimos detalhes
A cantora garante que a produção da turnê recebeu um investimento significativo e que todos os integrantes se prepararam intensamente para o retorno.
“Estou pronta. Estudei muito para esse momento. George e Bruno também. Eu não entro em nada para fazer mais ou menos.”
O visual do espetáculo também promete chamar atenção. Inspirada pela ideia de que o palco é um espaço mágico, Paula apostou em figurinos com referências futuristas e intergalácticas.
“O palco é um lugar especial. É como entrar em outro universo. Criamos figurinos coloridos, impactantes, pensados para serem vistos de longe. É quase uma Paula de outro planeta, do planeta música.”
A nova fase como avó
Além do retorno aos palcos, Paula vive uma fase especial na vida pessoal. Aos 63 anos, ela é avó de Maya, de um ano e cinco meses.
A cantora conta que já começou a criar ideias para músicas inspiradas na neta, embora ainda não tenha finalizado nenhuma composição.
“Todo dia invento alguma coisa para ela. Ainda não terminei nenhuma música, mas as ideias já estão aparecendo.”
Sobre a convivência com Maya, Paula se diverte:
“Ela adora cantar, dançar e falar. Eu sento no chão, brinco junto e me sinto uma garota também.”
