A Copa do Mundo de 2026 não será palco apenas da disputa pelo título mundial. Fora dos gramados, grandes fabricantes de material esportivo e jogadores de renome travam uma concorrência milionária por visibilidade, contratos e fortalecimento de marcas próprias.
Das 48 seleções classificadas para o torneio, 37 serão vestidas por três gigantes do setor: Adidas, Nike e Puma. Juntas, elas estarão presentes em 77% das equipes participantes.
A Adidas lidera a disputa com 14 seleções patrocinadas, incluindo a atual campeã mundial, Argentina, além de equipes como Alemanha, Espanha e Japão. Já a Nike estará presente em 12 seleções, entre elas a Brasil, a França e a Inglaterra.
A Puma aparece logo atrás, com 11 equipes patrocinadas, ampliando significativamente sua presença em relação à Copa de 2022. A marca fortaleceu especialmente sua atuação no continente africano, patrocinando seleções como Marrocos, Senegal e Egito.
Além das tradicionais fabricantes, o Mundial também contará com marcas emergentes como Kelme, Reebok, Kappa, Umbro, Marathon, Jako, Saeta, 7Saber, Majid e Tempo.
No Brasil, a parceria entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Nike segue firme. Renovado em 2024, o contrato entre as partes é válido até 2038 e tem valor estimado em cerca de US$ 100 milhões.
Jogadores ampliam presença no mercado de marcas
A Copa também reforça a tendência de atletas transformarem seus nomes em ativos comerciais. O atacante francês Kylian Mbappé lidera atualmente o ranking de registros de marcas pessoais na União Europeia, com 15 registros associados à sua imagem.
Na sequência aparece o espanhol Lamine Yamal, que possui sete marcas registradas, incluindo referências ao bairro onde cresceu em Barcelona.
Entre os brasileiros, Vinícius Júnior possui cinco marcas registradas, enquanto Neymar já acumula dois registros relacionados à exploração comercial de sua imagem.
A crescente valorização das marcas pessoais demonstra como o futebol moderno ultrapassa as quatro linhas, transformando atletas em plataformas globais de negócios e marketing.
Com audiência estimada em bilhões de espectadores ao redor do mundo, a Copa do Mundo de 2026 se consolida não apenas como o maior evento esportivo do planeta, mas também como uma das principais vitrines comerciais da indústria esportiva global.
