Depois de estrear no Rock in Rio Lisboa, Belo fará seu segundo show no festival brasileiro. Em 2024, o cantor foi responsável por encerrar a programação do Palco Favela e, para a próxima apresentação, mantém a preferência pelo espaço dedicado à cultura periférica.
Questionado sobre uma possível chegada ao Palco Mundo, principal palco do festival, Belo afirmou que não tem pressa para ocupar o espaço. Segundo o cantor, o Palco Favela representa sua relação com o público e com o pagode.
“A gente já vem conversando isso há algum tempo e o Zé é muito generoso em todos os sentidos. É o meu segundo show no Rock in Rio. Eu me sinto muito bem, muito familiarizado lá. Logicamente, se a gente um dia chegar no Mundo… mas a minha casa é o Favela”, disse ao g1.
Belo também destacou a identificação com o público que frequenta o palco. “Eu represento muito o povo preto, o povo do pagode, o povo da comunidade, da periferia. E acho que esse palco tem muito a ver comigo e com todo o meu povo”, afirmou.
Pagode ganhou espaço no festival
Nos últimos anos, o Rock in Rio ampliou a presença do samba e do pagode na programação, principalmente nos palcos Sunset e Favela.
Em 2017, artistas como Alcione, Criolo, Martinho da Vila, Roberta Sá, Mart’nália, Jorge Aragão e Monarco participaram do show “Salve o Samba”, no Palco Sunset.
Na edição de 2024, o gênero ganhou ainda mais espaço. Ao todo, 13 artistas ligados ao samba e ao pagode fizeram parte do line-up, com alguns nomes participando em mais de uma data.
O crescimento esteve relacionado principalmente à criação do Dia Brasil, que reuniu artistas de diferentes gêneros da música nacional, incluindo sertanejo, funk, samba e pagode.
Para Belo, a presença no Palco Favela representa mais do que uma posição na programação do festival. É também uma forma de manter a conexão com um público que acompanha sua trajetória desde o início da carreira.
