A pressão econômica imposta pelos Estados Unidos ao Irã tem agravado as dificuldades enfrentadas pela população. Segundo relatos da Associated Press, famílias iranianas estão reduzindo o consumo de alimentos e outros itens básicos diante do aumento dos preços e da queda do poder de compra.
O arroz ficou cerca de 60% mais caro, enquanto o preço da carne bovina subiu 150% desde o início da guerra. A inflação no país pode chegar a quase 70% até o fim do ano, segundo projeções do Fundo Monetário Internacional, enquanto a economia deve encolher mais de 5%.
O cenário também afeta o mercado de trabalho. Relatos apontam aumento do desemprego e jornadas mais longas para trabalhadores que tentam compensar a perda de renda. Um taxista ouvido pela AP afirmou estar trabalhando até 15 horas por dia para sustentar a família.
A situação se agravou após o anúncio de uma nova ofensiva econômica do governo de Donald Trump, que classificou a medida como a operação econômica mais severa já realizada contra um país e pediu que aliados dos EUA ajudem a isolar o Irã.
Teerã rejeitou a estratégia. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou que a pressão econômica fracassará e acusou Washington de tentar desviar a atenção de seus próprios problemas.
As sanções e o bloqueio naval também dificultam a exportação de petróleo, principal fonte de receita do Irã. Apesar disso, o país acumula experiência em contornar parcialmente as sanções internacionais, o que, segundo especialistas ouvidos pela AP, ajuda a evitar um colapso econômico completo.
