A Uefa pretende reduzir o uso excessivo do VAR e devolver aos árbitros maior protagonismo nas decisões durante as partidas. A orientação foi apresentada por Roberto Rosetti, chefe de arbitragem da entidade e ex-árbitro internacional.
Segundo Rosetti, o VAR deve ser acionado apenas para corrigir erros claros e graves, evitando revisões de situações consideradas pequenas ou interpretativas.
“Queremos evitar situações microscópicas. O contexto é muito importante. Isto é futebol, não é PlayStation.”
O italiano também criticou o tempo perdido durante as checagens e afirmou que alguns jogadores passaram a simular situações para provocar a intervenção da tecnologia.
Rosetti se reuniu com árbitros das principais ligas da Inglaterra, Espanha, Alemanha, França e Itália com o objetivo de padronizar os critérios de arbitragem na Europa e levar essa uniformidade para as competições continentais.
Durante o encontro, a Uefa também anunciou a criação da plataforma Clear Line, que ficará disponível no site da entidade para explicar aos torcedores quais tipos de lances podem ou não ser analisados pelo VAR.
A proposta é reforçar a ideia de que a tecnologia deve ser uma ferramenta de apoio à arbitragem — e não substituir a decisão do árbitro em campo.
