Anitta levou a São Paulo, neste sábado (8), a “Equilibrivm Tour”, turnê que apresenta ao vivo os álbuns Equilibrivm e Equilibrivm II. No Parque Villa-Lobos, a cantora apostou em uma apresentação de cerca de 1h50 dividida em três atos, que percorrem espiritualidade, introspecção, sensualidade e o pop dançante que marcou sua carreira.
O início é mais contemplativo. Descalça e acompanhada por mantras, Anitta abre o espetáculo com “Ouro” e “Ternura” e segue por faixas como “Deus mãe”, “Sem pressa” e “Bemba”. Um dos destaques do primeiro ato é a versão de “É d’Oxum”, seguida por “Caminhador” e pelo clássico “Andar com fé”, de Gilberto Gil.
A apresentação ganha força no segundo momento, especialmente no mashup de “Desgraça”, “Mandinga” e “Feitiço”. Depois, porém, perde um pouco do ritmo com “Pinterest” e “So Much Love”, trecho mais morno da noite.
É no terceiro ato que a proposta da turnê finalmente encontra seu ponto de equilíbrio. Com percussões mais marcantes e músicas como “Você já sabe”, “Choka choka” e “Oke”, Anitta retoma a energia de diva pop e entrega as coreografias mais intensas da noite.
“Sal Grosso” sintetiza bem essa mistura. A cantora dança ao lado de um bailarino que representa Omolu e, em seguida, recupera a sensualidade característica de seus trabalhos anteriores, mostrando que a nova fase não significa abandonar quem ela foi.
Ao longo de aproximadamente 30 músicas, a “Equilibrivm Tour” constrói uma trajetória que vai da meditação à festa e do sagrado ao profano. Homenagens a nomes como Gilberto Gil, Maria Bethânia e Alceu Valença convivem com referências aos orixás e com funks que remetem diretamente à Anitta que o público já conhece.
No fim, a própria cantora deixa claro que não pretende apagar nenhuma de suas fases. Ao afirmar que o novo projeto representa o momento em que se sentiu mais à vontade para ser Larissa, ela também reforça que não se envergonha do caminho percorrido até aqui.
A prova vem nos minutos finais, quando “Lose Ya Breath” dá lugar a “Lugar Perfeito”, transformando o show mais introspectivo em uma espécie de Carnaval fora de época.
