Criar amizades no ambiente de trabalho pode trazer benefícios para a carreira, desde que a relação não comprometa o profissionalismo. Especialistas afirmam que vínculos saudáveis favorecem a colaboração, fortalecem o networking, reduzem o estresse e aumentam a sensação de pertencimento nas equipes.
Histórias como as das biólogas marinhas Mônica Pontalti e Carolina Iozzi Relvas, e das engenheiras Catherine Ferreira e Lívia Cipriano Magalhães, mostram como relações construídas no ambiente profissional podem evoluir para parcerias duradouras e contribuir para o desenvolvimento da carreira.
Pesquisas reforçam essa percepção. Um levantamento do Indeed Brasil aponta que 57% dos trabalhadores acreditam que amizades melhoram a colaboração entre equipes, enquanto 52% afirmam que tornam o ambiente de trabalho mais agradável. Outro estudo da KPMG mostra que 87% dos profissionais consideram importante ter amigos no trabalho e relacionam esses vínculos ao bem-estar e à saúde mental.
Apesar dos benefícios, especialistas alertam que é preciso estabelecer limites. A amizade não deve interferir em decisões como promoções, avaliações de desempenho, distribuição de tarefas ou feedbacks. Favorecimentos, perda de imparcialidade e a formação de grupos fechados podem comprometer o clima organizacional e a credibilidade dos profissionais.
Outro ponto de atenção é a chamada “solidão corporativa”. Levantamentos indicam que quase metade dos brasileiros afirma sentir-se sozinha no ambiente de trabalho, situação que pode impactar a produtividade, o engajamento e a saúde mental.
Para construir relações saudáveis no ambiente profissional, especialistas recomendam manter a imparcialidade nas decisões, respeitar os limites pessoais dos colegas, preservar informações confidenciais e separar amizades das responsabilidades profissionais. O consenso é que conexões genuínas podem impulsionar o desenvolvimento da carreira, desde que sejam acompanhadas de maturidade e ética.
