O presidente da Fifa, Gianni Infantino, desistiu do plano de criar uma empresa com participação de investidores privados para administrar parte das operações comerciais da entidade. A proposta enfrentou forte resistência de confederações, especialmente da Uefa, e aumentou a pressão sobre o dirigente.
A Federação Inglesa de Futebol (FA) decidiu retirar seu apoio à reeleição de Infantino e deve oficializar a decisão por meio de uma carta enviada à Fifa. As federações do País de Gales e da Finlândia também já romperam o apoio ao presidente, enquanto outras associações europeias avaliam seguir o mesmo caminho.
A polêmica envolvia a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária que teria controle majoritário da Fifa e participação de investidores privados. A empresa seria responsável por concentrar a gestão comercial de torneios como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes, com a expectativa de arrecadar até US$ 4,2 bilhões.
A Uefa foi uma das principais críticas à proposta e chegou a ameaçar um boicote de suas federações filiadas a futuras competições organizadas pela Fifa caso o projeto fosse mantido. Confederações como a Concacaf e a AFC também demonstraram oposição.
Diante da rejeição, Infantino anunciou o cancelamento da iniciativa poucos dias após apresentar a possibilidade de abertura de capital da Fifa para investidores privados.
