Depois da boa recepção de “Equilibrivm”, lançado em abril, Anitta voltou rapidamente com “Equilibrivm II”, segunda parte do projeto que explora espiritualidade, brasilidade e diferentes influências musicais. Apesar da ambição artística e do forte conceito visual, o novo álbum entrega um resultado menos consistente que o antecessor.
O disco chega acompanhado de um curta-metragem de 35 minutos e reforça a conexão da cantora com o candomblé, além de ampliar a proposta iniciada na primeira parte do projeto. No entanto, enquanto o audiovisual impressiona pela estética e pela narrativa, as músicas têm impacto mais discreto.
Entre os destaques estão “Sal Grosso”, parceria com KBrum que mistura funk e dancehall, “Oke”, ao lado de Brô MC’s e Katú Mirim, e “Contemplação”, marcada por arranjos etéreos e participação do Grupo Ofá.
Já quando aposta em gêneros tradicionais da música brasileira, como samba, bossa nova e forró, o álbum perde força. Mesmo com participações de nomes como Maria Bethânia e Alceu Valença, além de referências a Carmen Miranda, boa parte das faixas soa pouco memorável e apresenta letras consideradas menos inspiradas.
Outro ponto que chama atenção é a versão em espanhol de “Azul”, clássico de Djavan. A escolha destoa da proposta centrada na cultura brasileira e reforça a sensação de um projeto que, apesar da forte identidade conceitual, nem sempre encontra o mesmo equilíbrio musical.
No conjunto, “Equilibrivm II” amplia o universo criado por Anitta e reafirma sua disposição de explorar temas pouco comuns no pop brasileiro. Ainda assim, a segunda parte entrega um repertório menos marcante e fica abaixo do nível alcançado pelo primeiro álbum.
