Treze anos após o lançamento de “Batuk Freak”, Karol Conká voltou aos palcos para celebrar o disco que marcou sua estreia e se tornou um dos trabalhos mais influentes do rap brasileiro. A turnê comemorativa começou com dois shows em São Paulo e ainda passará por Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis.
Lançado em 2013, o álbum misturou rap, pop e referências da cultura afro-brasileira, ajudando a consolidar a artista como um dos principais nomes do hip-hop nacional.
Em entrevista ao g1, Conká afirmou que a proposta da turnê é resgatar a energia do período em que o disco foi lançado, sem deixar de dialogar com o restante de sua carreira.
“Fico muito grata ao ver o ‘Batuk Freak’ ser reconhecido anos depois como um trabalho que despertou a criatividade de outras pessoas.”
Um álbum que mudou sua trajetória
Natural de Curitiba, Karol relembra que, no início da carreira, sequer imaginava que sua música ultrapassaria os limites da cidade.
O projeto começou a ganhar forma em 2011, quando iniciou uma parceria com o produtor Nave Beatz, responsável por faixas como “Boa Noite”, música que impulsionou sua carreira após ser divulgada em um concurso da MTV.
“Sair de Curitiba e furar o eixo Rio-São Paulo parecia impossível. Mas eu queria conectar minha arte com o mundo”, recorda.
Reconhecimento apesar das polêmicas
Mesmo após divergências públicas envolvendo direitos autorais com Nave Beatz — que chegaram a retirar temporariamente o álbum das plataformas digitais em 2021 —, Conká afirma que prefere preservar as boas lembranças da criação do disco.
Segundo ela, questões burocráticas nunca diminuíram o significado artístico de “Batuk Freak”.
“O tempo é o melhor remédio e, para mim, a música sempre vai falar mais alto.”
“É o álbum da minha vida”
Desde o sucesso do disco, Karol lançou outros dois álbuns de estúdio — “Ambulante” (2018) e “Urucum” (2022) — além de hits como “Tombei” e “É o Poder”.
Ainda assim, a artista reconhece que frequentemente é questionada sobre quando fará um novo trabalho capaz de repetir o impacto de sua estreia.
Ela encara essa comparação com naturalidade.
“Também acho que é o álbum da minha vida. Foi o primeiro que gravei e pensei: ‘É um álbum’. A primeira obra sempre tem um lugar especial.”
