A França encerrou sua participação na Copa do Mundo de 2026 na quarta colocação, mas deixa o torneio com motivos para acreditar em um novo ciclo vitorioso. Com uma das seleções mais jovens da competição e uma base consolidada para os próximos anos, os franceses agora aguardam a chegada de Zinedine Zidane ao comando da equipe.
Didier Deschamps se despediu da seleção após 14 anos no cargo e Zidane aparece como o principal favorito para assumir o posto. Caso seja confirmado, o ex-treinador do Real Madrid deverá estrear em setembro, na Liga das Nações, em um grupo que reúne Itália, Bélgica e Turquia.
A tendência é que o novo treinador mantenha a espinha dorsal que disputou o Mundial. Dos 26 jogadores convocados para a Copa, 20 tinham menos de 30 anos, cenário que permite à França pensar em uma equipe competitiva também para as Copas de 2030 e 2034.
Entre os principais nomes da nova geração estão Michael Olise, Rayan Cherki e Désiré Doué, que chegarão ao próximo Mundial ainda no auge da carreira. Ousmane Dembélé, um dos atletas mais experientes do grupo, terá 33 anos em 2030.
“Temos um enorme potencial e muito talento nesta seleção. Com a experiência adquirida nesta Copa do Mundo, muitos jogadores vão evoluir. A França tem todas as condições de continuar em alto nível e conquistar novos títulos”, afirmou Deschamps após a derrota por 6 a 4 para a Inglaterra na disputa pelo terceiro lugar.
Além da base atual, a seleção segue alimentada pelo tradicional centro de formação de Clairefontaine, responsável pelo desenvolvimento de diversas gerações de jogadores franceses. O instituto é considerado uma referência mundial na formação técnica, física e tática de jovens atletas.
O maior símbolo dessa geração continua sendo Kylian Mbappé. Aos 27 anos, o atacante encerrou a Copa do Mundo de 2026 como maior artilheiro da história do torneio, com 22 gols, e deve liderar a França também no próximo ciclo.
Deschamps fez questão de destacar a evolução do camisa 10 como capitão da equipe.
“Kylian é um grande jogador e uma grande pessoa. Ele evoluiu muito dentro e fora de campo. Não me arrependo em nenhum momento de tê-lo escolhido como capitão. Foi um verdadeiro líder durante toda esta Copa do Mundo”, afirmou.
Com uma geração experiente apesar da pouca idade e a expectativa pela chegada de Zidane, a França inicia um novo ciclo mirando o retorno ao topo do futebol mundial.
