O governo dos Estados Unidos confirmou a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros, que passa a valer em 22 de julho. A decisão foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que concluiu uma investigação sobre práticas brasileiras consideradas prejudiciais aos interesses americanos.
Segundo o USTR, o tarifaço foi motivado por uma combinação de fatores econômicos, jurídicos e ambientais. Entre eles estão o funcionamento do Pix, alegações de corrupção, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo plataformas digitais, a política tarifária brasileira, regras de propriedade intelectual, tarifas sobre o etanol e questões relacionadas ao desmatamento.
Em relação ao Pix, o governo americano afirma que o Banco Central favorece o sistema brasileiro em detrimento de empresas de pagamento dos Estados Unidos. Também critica decisões do STF contra redes sociais, alegando restrições ao comércio digital.
O relatório ainda sustenta que o Brasil oferece proteção insuficiente à propriedade intelectual, aplica tratamento tarifário considerado desigual ao etanol americano e adota práticas ambientais que prejudicariam a competitividade da indústria madeireira dos EUA.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu ao anúncio afirmando que o Brasil utilizará a Lei da Reciprocidade Econômica, instrumento aprovado em 2025 que permite a adoção de medidas comerciais contra países que imponham barreiras consideradas prejudiciais às exportações brasileiras.
A nova tarifa amplia a tensão comercial entre os dois países e deve impactar setores exportadores brasileiros, enquanto o governo busca negociar uma solução diplomática e avalia possíveis medidas de retaliação.
